A credibilidade do Correio do Povo
O Correio do Povo foi durante muitos anos o jornal de maior credibilidade no Rio Grande do Sul. A confiança dos gaúchos no jornal de Breno Caldas era tanta que só acreditavam na notícia após ser publicada pelo Correio. A maior prova dessa credibilidade se deu na morte do papa Pio XI, em 1939.
Na ocasião, o Diário de Notícias noticiou a morte do pontífice e o Correio do Povo não. O diretor do Diário, Ernesto Correia, queria saborear a vitória sobre o rival e da redação saiu direto para o barbeiro Amaro, naquela manhã.
Na barbearia já estava ansioso porque ninguém falava da morte do papa. Lá pelas tantas não se aguentou e puxou o assunto:
- Mas, então, heim Amaro, o papa se foi...
O barbeiro cauteloso respondeu para Ernesto Correia:
- É... é o que estão dizendo, mas vamos esperar o Correio de amanhã para ver se é verdade.
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